Me Tornando Uma Putinha

Tivemos mais uma longa tarde de Sex & Domination. Foi muito boa…

Te levo de volta, chegamos ao seu apartamento e te deixo lá.

Você me pede para que suba mas não vou. Estou cansado, além do mais, com essa putaria toda deixei trabalho inconcluso. Preciso voltar e terminar, trabalhando até altas horas.

Não me vê nos dias seguintes. Trocamos alguns emails rápidos, bem sucintos e só. Você me convida para ir ao teu apartamento na quarta-feira, mas te respondo que tenho a noite de autógrafos do lançamento do livro de um amigo. Depois haverá um debate e ele me convidou para fazer parte da mesa.

Fiquei pensando novamente naquela fantasia que você me revelou: ser por um dia uma puta de rua. Sempre te disse que isso era perigoso, você concordava. Mas dizia que já tinha lido relatos de outras mulheres que fizeram isso. Que com os devidos cuidados, dava para fazer. E esse “dá pra fazer”, dito num tom de inequívoca excitação…

Pensei no assunto.

E…

Ao meio-dia te ligo. Digo à secretária que sou teu dentista e preciso antecipar tua consulta para as 14:00 horas. Ela te chama.

Te passo suas novas ordens:

– Já consegui tua liberação aí. Você é minha puta, não é? Pois hoje você vai saber o que é ser puta de verdade…

Sinto mesmo sem te ver que você treme. Quer falar um monte de coisas, mas estando no ambiente de trabalho só pode me ouvir.

Te passo o endereço de uma loja de roupas femininas. Mando procurar por Sheila, a vendedora que te aguarda.

Quando chega lá, vê que é uma loja muito suspeita. Só tem roupas muito vulgares. Fica no meio de várias boates do tipo “inferninho”, aquilo é uma zona de prostituição à noite. Está vazia. As clientes de verdade só devem chegar mesmo no fim da tarde, pouco antes de seu “escritório” abrir…rs…

Sheila te passa as roupas para experimentar e um envelope com um bilhete.

Nele te ordeno a experimentar aquelas que ela te passa até achar seu número e sair da loja vestindo. Sheila vai mandar tuas roupas formais para mim. Só as devolvo se bem satisfeito…

Depois de experimentar muitas, você veste uma mini-blusa decotada, sem soutien. Veste uma calcinha fio dental minúscula. Na frente um triangulinho transparente, atrás só um cordão que some na tua bunda. Finalmente, uma micro-saia.

Você está excitada e assustada. Como vai sair nas ruas assim, e se conhecidos te virem? Sheila vem com o toque final. Um óculos de sol grande, e uma peruca loira. Te ajuda a colocá-la e até ficou boa, parecendo mesmo serem teus cabelos naturais.

Saí à rua. Como agora ninguém te reconhece, sente-se segura. E excitada…

Você agora é uma puta vestida de puta…

Caminhando na rua todos te olham, sabem o que você é. O fio da calcinha roça na tua buceta, te deixa molhada.

O bilhete te dá um endereço onde deve ir. É uma avenida lá perto. Acessa por uma rua estreita onde há alguns hotéiszinhos de curta permanência. Quando chega na avenida descobre: há umas 3 ou 4 mulheres lá, vestidas como você. Putas de verdade.

Não me vê por lá. Está ao mesmo tempo excitada e temerosa. Vê carros com homens que te olham passarem devagar. Antes que um cliente pare, recebe uma mensagem no celular:

– Se um cliente chegar, diga que faz tudo, mas jogue teu preço lá em cima para que desista. Ou diga que já tem um cliente marcado vindo…

Fica lá uma hora e tanto. Uns três ou quatro homens falaram com você. Te fizeram propostas indecentes. Disseram o que queriam, explicitamente… Só desistiram pelo preço. As outras putas pareciam não se incomodar com tua concorrência. Agiam como se já te conhecessem.

Até que enfim, vê meu carro chegando. Mas não paro bem à tua frente. Estaciono no meio do ponto em que as outras estão, abro a janela e pergunto:

– Quem aí faz programa completo, oral, vaginal e anal?

Elas respondem:

– Ah…bem, cuzinho a gente não dá…

Mas uma outra acrescenta:

– Quem dá o cu é essa aqui – e te aponta – essa tarada topa tudo…

Te chamo:

– Entra no carro!

Dou partida, rumo ao hotelzinho vagabundo…

Chegamos logo. Predinho de 3 andares, mal conservado. Estacionamento ao lado.

Na recepção, um mulato magrinho, cheio de anéis e correntes, claramente gay, nos atende. Te olha de alto a baixo.

– Hmmm, querida: nova aqui? O Miro não me falou de você…

Eu respondo:

– Essa aqui é minha cara. O Miro me emprestou o ponto para treiná-la…
– Tá bom! Se você é colega do Miro, tá limpo…

Ele corre lá e volta com algo na mão e te entrega:

– Pra você, meu bem. Presentinho de boas vindas…

Um frasquinho de gel lubrificante.

– Usa! Senão ele te arromba…

Quando vamos subir e ele avisa:

– São 45 minutinhos. Mais não dá. Daqui há pouco ferve aqui…
– Não, cara. Vou ficar com ela a tarde toda. Já acertei com o Miro.
– Ok! Se o patrão tá sabendo, sem problemas.

Quando estamos entrando no quarto ele grita lá de baixo:

– Fode a menina gostoso, ela merece…
– Pode deixar, cara…

 

Parte II

Lá dentro você se despe em segundos. Olha-me como uma puta querendo ordens:

– Que quer fazer primeiro, bem?
– Te ensinar quem o cafetão que é teu DONO…

Te pego e te boto nua sobre minhas coxas.

– Vai fazer tudo o que eu mandar? – uma palmada vigorosa…
– Sim, SENHOR – outra palmada…
– Vai chupar caralho? – Mais palmadas…

E assim vai. Concordando com todos os deveres de puta, você leva uma sova, que deixa tua pele rubra, tua bunda fervendo. E tua buceta escorrendo. Você adora ser dominada…

Te uso a tarde toda.

Te faço chupar-me, beber toda minha seiva.

Te chupo toda.

Penetro você, te fodo por cima, por baixo, de lado.

Perdendo a conta de quantos gozos você tem.

 

Depois de te comer, de me fartar com tua buceta, quero te beijar.

Você tenta me afastar:

– Dono, eu chupei teu pau e ainda não lavei a boca…
– E daí? Eu também chupei tua buceta!

Você se solta numa gargalhada e se entrega num beijo cúmplice, onde teu sabor na minha boca saúda o meu na tua.

Esse beijo segue, as mãos percorrem nossos corpos.

Meus dedos cortejam teu cuzinho.

Você punheta meu pau e ele cresce na tua mão.

– Vai me sodomizar, não é?
– Claro putinha. Fique em posição. Vai querer usar o gel?
– Não, Dono, não precisa…

Se põe de quatro, separa as coxas põe as mãos para traz e puxa cada lado da bunda, me oferecendo teu cu.

– Mete seu tarado. Enfia tudo!

Uma foda anal sem pressa se faz.

Você geme, grita, rebola.

Goza…

Sente meu gozo explodir dentro de você…

Hora de partirmos.

Na saída, o cara da recepção, com todos seus trejeitos se põe no nosso caminho. Te olha:

– Hmmm! Queriiiiida…nossa! Que cara de bem comida! Foi bom né?…

E me encarando diz:

– Pera aí que o Miro quer falar com você…

Surge um brutamontes musculoso, cheio de tatuagens.

– Pela gritaria que eu ouvi parece que essa vagabunda é boa de foda mesmo, hein?
– Essa aqui é especial, cara…

Miro te olha de alto a baixo e continua:

– Tô vendo. Quero te propor um negócio…

Tira do bolso um maço de dolares:

– Preciso duma garota programa das boas, que nem ela, pra atender uns clientes especiais, eu te pago…
– Lamento, amigo. Dessa eu não abro mão. É minha!
– Tá bom: se mudar de idéia, tá qui meu cartão…

Pensei em recusar o cartão, mas o bom senso mandar não irritar quem está com um 38 na cintura.

Me despeço educadamente do sujeito e te digo:

– Vamos!

Enfio minha mão entre tuas coxas. A calcinha minúscula não opõe resistência e te enfio dois dedos na buceta e o polegar no cuzinho.

Te faço sair assim de lá. Miro e o recepcionista aprovam:

– Isso aí! Ela tem sempre que saber quem é o dono!…

Lá fora já é noite fechada. Rasgo o cartão do Miro, abro o carro e te entrego tuas roupas de mulher séria.

Fico lá fora vigiando para que ninguém se aproxime enquanto você se troca.

Partimos, de volta à nossa vida de cavalheiro e dama sérios…

 

Parte III

 

No dia seguinte uma surpresa: você recebe um longo email meu com várias instruções.

Informo que cheguei a um acordo com o Miro. Ele tem um cliente estrangeiro, de passagem pelo país. Ele quer uma escrava sexual para sexo e dominação. O acordo ficou em US$ 10.000,00. Cinco para o Miro, cinco para nós.

Você fica chocada. Jamais imaginava que pudesse te ceder a outro. Mas ordem é ordem. E mesmo a contragosto, pensa que um bom dinheiro, nessa crise…

Mas não deixa de sentir uma certa excitação.

O cliente, te explico na mensagem, paga ao Miro. Só recebemos nossa parte após a prestação de serviços se o cliente sair bem satisfeito. Se não gostar não paga. Vai ter que caprichar…

Breve um mensageiro te trará mais detalhes.

No fim da tarde alguém te deixa na recepção um envelope. Dentro, a chave de um apartamento e as instruções.

Deve estar lá antes das 20:00 horas.

Deve estar penteada e maquiada como para um evento formal.

Vai encontrar umas sandálias de saltos altos com tiras que amarram tuas pernas até o meio das coxas.

Vai calçá-las e só.

Vai aguardar o cliente nua.

E mais: parece que ele é alguém conhecido e exige sigilo absoluto. Não vai falar com você. Você não vai vê-lo, pois vai usar a venda que também será deixada junto com as sandálias.

Vai aguardá-lo sentada em uma cadeira de frente a porta de entrada.

Na porta vai haver um olho mágico invertido, com vista de fora para dentro.

Se o cliente chegar e não te ver, ou te ver sem as vendas, vai embora e bye-bye dolares. E ainda vai ter sérios problemas com um Miro enfurecido…

Pronta para ser uma puta PUTA?

Você chega no apartamento lá pelas sete da noite.

Despe-se, retoca a maquiagem e reajeita os cabelos.

Coloca as sandálias, posiciona a cadeira em frente à porta, tal como ordenado.

Quando são quinze para as oito, senta-se e espera. Coloca a venda. Isto não te agrada, claro. Mas cinco mil dolares são cinco mil dolares.

Parada assim, sem nada ver, o tempo parece correr muito lento. Cada ruído vindo de fora, do hall do elevador, te aguça os sentidos. Tua imaginação voa a mil por hora. E sente que o tecido do estofamento da cadeira está se molhando…

Até que ouve um barulho de porta do elevador e passos. Silêncio. Então ouve uma voz, parece que alguém falando ao celular. Os sons estão muito abafados, mas percebe que está falando em inglês.

Novo silêncio. Até que a porta se abre. Tua pulsação dispara.

Teu cliente se aproxima. Parece estar parado à tua frente. Sente que ele põe as mãos sob tuas axilas. Quer que você se levante. Nota que ele afasta a cadeira e novo silêncio. Está te examinando, certamente.

Ruídos de roupas caindo no chão. Sente um calor. Ele está bem à tua frente. De repente, suas mãos te apalpam frenéticamente. Apertam teus seios, te enfiam dedos na buceta e no cu.

Nada te fala. Apelas alguns grunhidos que sugerem que está gostando.

Te pega pelos cabelos com uma mão.

A outra entre tuas coxas te faz andar. Com dedos enfiados.

É levada assim até o quarto.

Te faz ficar de joelhos.

Sente um caralho ser esfregado na tua face, deixando um rastro úmido. Passado nos teus lábios. Você tenta abocanhá-lo e chupar, mas ele o afasta. Brinca com você.

Até que de repente te faz abrir a boca e o enfia. Te prende pelos cabelos e te faz engolir todo. Te obriga a sentar-se sobre seu pé, te enfia o dedão na buceta. Você chupa mais e mais, até que pressente aquele momento que já conhece bem. O pau dele começa a pulsar e explode num gozo, depositando na tua língua uma porra densa, com um sabor levemente apimentado.

Te faz levantar e leva para a cama. Amarra tuas mãos à tuas costas. Sente que teus pés são atados, cada a um dos pés da cama. Parece ele coloca uma série de almofadas ou travesseiros sob teu ventre. Isso te sustenta nessa posição de quatro. Como os pés atados te forçam a ficar com as coxas bem abertas, tua buceta e teu estão totalmente expostos.

Passos em volta de você.

Silêncio.

Então:

Splash!
Splaaaash!
Splaaaaaaaash!

Várias, pelo menos 30/40, palmadas vibram na tua bunda. Você sente que tuas carnes tremem. Tua pele se aquece. Certamente está rubra.

Você aguenta. Serviço é serviço…

Mas não resiste a provocar:

– Vai ficar só nisso ou vai me foder de verdade?

Silêncio. Dá-se conta de que talvez ele não entenda português. Volta a carga:

– Are you just keep spanking or you will really fuck me?

Ele te dá mais algumas palmadas e então…

Sem qualquer interlúdio, sem preliminares ou avisos, um pau duro entra de uma vez só na tua buceta.

Ele enfia tudo e para. Você entende o que ele quer. Quer você faça todo o serviço. Você rebola, joga o quadril para traz e para a frente, para cima e baixo, direita e esquerda. De vez em quando o pau dele ameaça escapar. Ele te pega pela cintura e te crava todo de novo.

Até gozar.

Mais outro silêncio daqueles, sabe lá quanto tempo. Talvez tenha ido até o frigobar buscar algo.

Mais minutos intermináveis de silêncio.

Então intui que ele está se aproximando de novo. Parece que vem pé ante pé, querendo te surpreender com algo. Sente o calor de seu corpo bem atrás de você.

Então…

Um pau que parece untado de gel está entrando sem cerimônia no teu cu.

Te pega pela cintura e enfia tudo.

Dá palmadas, puxa teu cabelo e você já sabe: tem que rebolar de novo…

Você o satisfaz, enquanto sente que aquele caralho parece crescer dentro de você. Uma onda de calor te toma, quase desfalece, aquela rola toda dura segue dentro de você.

Cada vez mais forte.

Cada vez mais fundo.

Até que ele finalmente goza.

Te dá palmadinhas suaves e te solta os pés.

Te faz caminhar até a cadeira na sala e te põe sentada.

Você quer falar algo mas ele põe o indicador nos teus lábios ordenando que se cale. Novo silêncio. Poucos ruídos, parece que está se vestindo para ir embora.

Ele volta e desamarra tuas mãos. Mas antes que as movimente, coloca uma algema na tua mão esquerda. Sente que ele prendeu a outra argola na cadeira. Você quer gritar protestando, mas ele novamente te manda calar.

Então, sente que ele toma tua mão esquerda e deixa na palma uma chave.

Passos rápidos, a porta bate.

Você tentou tirar imediatamente sua venda e surpreende-lo ainda lá, mas não deu tempo. Leva alguns minutos, na posição incomoda em que está, para conseguir abrir a algema.

Corre, olha para o hall, pelas janelas. Ninguém. Ele planejou este tempo da abertura das algemas para sumir sem ser visto.

Bem, você cumpriu seu serviço. Resta saber, já que ele não pronunciou uma única palavra, se ele gostou da puta que o serviu.

Na saída, vê no chão um papel dobrado. Provavelmente bem onde ele deve ter deixado suas roupas, deve ter caído quando as apanhou. Curiosa, apanha e abre. É um convite para o lançamento de um livro.

Lê os detalhes: o evento já foi, ocorreu na última quarta-feira. E informa que depois haverá um debate com convidados.

Você sorri, enternecida…

 

Epílogo

 

No dia seguinte, você recebe uma ramalhete de rosas vermelhas.

Dentro uma carta:

” Querida,

Uma coisa é a fantasia erótica da puta. Outra a realidade da puta, que nada tem de excitante. Um mundo marginal e perigoso, muito perigoso. Acho que teve um breve relance disso vendo a figura daquele tal Miro.

Bom seria sempre realizar as fantasias. Mas jamais entrar de verdade na triste realidade deste submundo.

Não faremos mais qualquer contato com gente da estirpe desse Miro. Quero você só minha.

Beijos.

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